PCIH e manutenção predial, por que esses dois mundos precisam conversar?
Quando falamos em prevenção e controle de infecções dentro de hospitais e clínicas, é comum pensar primeiro em higienização das mãos, limpeza dos ambientes, esterilização de materiais e protocolos assistenciais.
Tudo isso é fundamental, mas existe outro ponto que merece atenção, as condições físicas do ambiente.
Paredes danificadas, pinturas descascando, cantos quebrados, bate-macas deteriorados, infiltrações, cortinas em condições inadequadas e superfícies difíceis de limpar podem criar problemas que vão além da aparência do hospital.
É justamente por isso que o PCIH, Programa de Controle de Infecções Hospitalares, e a equipe responsável pela manutenção predial precisam conversar.
A estrutura física também faz parte do cuidado!
Um hospital possui uma rotina muito diferente de um prédio comercial, macas, cadeiras de rodas, carrinhos de medicamentos, equipamentos e pessoas circulam constantemente pelos corredores e quartos e com o tempo, os impactos aparecem principalmente nas paredes, quinas, portas e áreas de circulação.
Quando uma parede começa a apresentar trincas, descascamentos ou partes danificadas, sua limpeza pode se tornar mais difícil.
O mesmo acontece com materiais que possuem emendas abertas, peças quebradas ou superfícies deterioradas, por isso, a manutenção não deve ser vista somente como uma questão estética.
Manter superfícies íntegras, resistentes e adequadas aos processos de limpeza contribui para uma estrutura hospitalar mais organizada e preparada para as rotinas de higienização.
O PCIH pode ajudar a definir prioridades de manutenção!
A equipe de manutenção conhece os problemas estruturais do hospital e o PCIH conhece os riscos relacionados aos processos de prevenção e controle de infecções.
Quando essas informações são analisadas em conjunto, fica mais fácil estabelecer prioridades.
Uma parede danificada em uma área administrativa, por exemplo, pode ter uma urgência diferente de um problema semelhante em uma unidade assistencial e essa integração também pode acontecer antes de reformas.
Ao escolher revestimentos de paredes, bate-macas, cantoneiras, cortinas hospitalares e outros materiais, é importante avaliar não apenas preço e aparência, mas também resistência, facilidade de limpeza, durabilidade e adequação ao ambiente onde serão utilizados.
Prevenir pode custar menos do que reparar!
Outro benefício dessa integração está na redução de manutenção, hospitais possuem áreas que recebem impactos repetidamente, pois pintar essas paredes diversas vezes ao longo do ano pode representar gasto constante com tinta, mão de obra, isolamento do local e tempo de execução.
Em determinados ambientes, instalar placas de proteção para paredes, faixas protetoras, bate-macas ou cantoneiras pode reduzir danos provocados pelo uso diário e aumentar o intervalo entre manutenções.
A escolha, porém, deve considerar cada área e sua necessidade, pois não existe uma solução única para todo o hospital.
Cortinas hospitalares também precisam entrar nessa conversa!
As cortinas divisórias utilizadas entre leitos merecem atenção especial, não basta instalar e esquecer.
O hospital precisa definir critérios para limpeza, inspeção, substituição e controle das condições das cortinas de acordo com seus protocolos internos e com a avaliação do PCIH.
O mesmo princípio vale para qualquer elemento instalado próximo ao paciente, o material precisa fazer sentido dentro da rotina real daquele ambiente.
Manutenção hospitalar precisa ser planejada e uma boa estratégia começa com algo simples que é observar:
- Quais paredes apresentam danos com maior frequência?
- Onde acontecem mais impactos de macas e cadeiras?
- Quais cantos precisam constantemente de reparos?
- Existem superfícies dificultando a limpeza?
- As cortinas estão dentro do processo definido pelo hospital?
Com essas informações, manutenção, engenharia, hotelaria, higienização e PCIH podem trabalhar de forma integrada e transformar problemas recorrentes em ações preventivas.
No ambiente hospitalar, conservar uma parede ou proteger uma quina pode parecer um detalhe, mas quando infraestrutura, manutenção e controle de infecção trabalham juntos, cada detalhe passa a fazer parte de um objetivo maior: manter ambientes mais conservados, funcionais e preparados para uma assistência segura.