A gestão de camas hospitalares envolve muito mais do que simplesmente comprar equipamentos.

Para hospitais, clínicas, instituições de longa permanência e unidades de saúde, é necessário considerar investimento inicial, manutenção, disponibilidade dos equipamentos, substituições, armazenamento e capacidade de resposta diante do aumento da demanda.

Nesse cenário, a locação de camas hospitalares por disponibilidade pode ser uma alternativa interessante para instituições que desejam reduzir investimentos em ativos e, ao mesmo tempo, manter equipamentos disponíveis para utilização.

Mas quando esse modelo realmente faz sentido e o que é a locação de camas hospitalares por disponibilidade?

No modelo tradicional de compra, a instituição adquire a cama hospitalar e assume os custos relacionados ao equipamento durante sua vida útil, mas na locação, a lógica muda.

Em vez de realizar um investimento elevado para formar seu próprio parque de equipamentos, o hospital contrata determinada quantidade de camas por um período definido.

O modelo por disponibilidade pode ir além da simples locação, o objetivo é garantir que determinada capacidade esteja disponível para utilização conforme as condições estabelecidas em contrato.

Isso transforma parte do investimento em equipamentos em um custo operacional previsível, facilitando o planejamento financeiro.

Quando a locação pode ser vantajosa?

A locação de camas hospitalares tende a fazer mais sentido quando existe necessidade de flexibilidade.

Um hospital pode, por exemplo, possuir 200 leitos ativos, mas enfrentar períodos nos quais precisa ampliar rapidamente sua capacidade.

Comprar dezenas de camas para atender demandas temporárias significa imobilizar capital em equipamentos que posteriormente podem ficar ociosos e com a locação, é possível dimensionar melhor essa necessidade.

Outro cenário envolve instituições que estão ampliando suas operações, inaugurando novos setores ou passando por reformas, a locação pode permitir que a operação seja iniciada sem a necessidade de realizar todo o investimento em equipamentos de uma única vez.

Menos capital imobilizado!

Uma das principais análises deve estar relacionada ao CAPEX e OPEX hospitalar.

Na compra, normalmente existe um desembolso inicial maior, além disso, o hospital precisa considerar manutenção, peças, depreciação, armazenamento e eventual substituição dos equipamentos.

Na locação, dependendo das condições contratadas, parte dessas responsabilidades pode estar incorporada ao serviço e por isso, a comparação correta não deve considerar apenas:

Compra da cama x valor mensal da locação, o ideal é analisar o custo total de propriedade da cama hospitalar ao longo dos anos.

Manutenção e disponibilidade também entram na conta.

Uma cama hospitalar parada para manutenção pode representar um problema operacional, por isso, contratos de locação podem estabelecer indicadores relacionados ao prazo de atendimento, manutenção preventiva, manutenção corretiva e substituição de equipamentos e

Esse ponto é fundamental, não basta ter uma cama registrada no patrimônio, ela precisa estar funcional e disponível quando o paciente precisar e é justamente nessa lógica que o conceito de disponibilidade ganha importância.

O modelo serve para todos os hospitais?

Não necessariamente, instituições com utilização extremamente previsível, estrutura própria de manutenção e equipamentos utilizados continuamente durante muitos anos podem encontrar vantagens econômicas na aquisição.

Por outro lado, hospitais que precisam preservar caixa, aumentar flexibilidade operacional ou reduzir a necessidade de gerenciamento de ativos podem encontrar oportunidades interessantes na locação e a decisão deve ser baseada em números.

O que analisar antes de contratar?

Antes de optar pela locação de camas hospitalares, é importante avaliar o valor mensal da locação, período contratual, quantidade mínima de equipamentos, responsabilidades pela manutenção, prazo para substituição, logística, higienização, disponibilidade garantida e condições para aumento ou redução da quantidade contratada.

Também é importante comparar esses custos com aquisição, manutenção, depreciação e custo do capital investido.

Comprar ou alugar camas hospitalares?

Não existe uma resposta única, existe o modelo economicamente mais adequado para cada operação.

A pergunta mais importante talvez não seja “quanto custa uma cama hospitalar”, mas quanto custa para o hospital manter uma cama disponível, funcionando e pronta para utilização durante todo o período necessário?

Quando essa análise é realizada considerando investimento, manutenção, disponibilidade e previsibilidade financeira, a decisão entre comprar ou locar deixa de ser apenas uma discussão sobre preço e passa a ser uma decisão de eficiência operacional e gestão de custos hospitalares.

A G9 Brasil trabalha no desenvolvimento de soluções voltadas à redução de custos e melhoria da eficiência das instituições de saúde.

Antes de investir, compare os modelos. Uma análise de custo e disponibilidade pode revelar oportunidades de economia que não aparecem quando observamos apenas o preço de compra.